“Ainda tenho que escrever sobre as situações que passo em aviões por causa do meu medo!”

Vivia dizendo isso. Vou começar agora. Não sei onde vai dar, mas no mínimo ficam registros para quando eu mesma ler, dar umas boas risadas.

Nunca gosto de voar para Congonhas. Nuncaaaaaaa!!! Já não gostava antes. Mas aí depois que houve o último acidente da TAM quando pousou e não parou, piorou, e muito. Estou voando TAM no momento. Aiiiiiii!

A sensação que essa p não vai frear é a mesma 100% das vezes.

Mas antes do estresse de pousar, vem sempre o de decolar.

Hoje não foi diferente. Entro no avião, geralmente sempre por último, e procuro minha cadeira. Sento e cumpro meu ritual. Celular em modo avião, fone de ouvido no ouvido e música à toda.

Aliás o lance da música descobri que ajuda muito há um ano atrás, quando as cias aéreas ficaram mais flexíveis e deixaram usar o celular no modo avião.

Tão importante quanto a música é o fone de ouvido. Há 3 viagens atrás descobri esse que tem abafador de som. Meu Deus, o que é isso? Por que ninguém me mostrou isso antes? Você não escuta mais nada (mais nada mesmo!) além da música na altura máxima, não se esqueçam (nível de quase ficar surda).

Gosto de música alta? Gosto. Mas o principal motivo é para garantir o bloqueio total de passagem de qualquer som para o meu ouvidinho e consequentemente para a minha cabecinha. A razão é muito simples. Ou melhor, o MEU raciocínio é muito simples e um só: se o avião estiver caindo só vou notar quando a música parar de tocar. Kkkkkkk

Kkkkkkk. Pode rir também. Eu mesma rio desse raciocínio ridículo, porque acho (nunca passei por uma situação dessas antes) que mesmo não ouvindo o que pode estar acontecendo a minha volta, tipo gritos, choros, explosões, motor quebrando, sei lá, daria para sentir o avião em queda. Kkkkkk

Claro que eu rio agora, dou gargalhadas. Na hora não é nada engraçado.

Na verdade é justamente o contrário. Tenho uma estatística de decolar 99% das vezes chorando. Já viram isso? Eu já. Eu! E espero que ninguém mais veja. Vão achar que eu estou indo para enterro de alguém ou coisa parecida.

É assim, avião indo para a cabeceira da pista, eu escolhendo a música da decolagem (varia – mas pode ser lenta ou o maior dance, todas tem o mesmo efeito). Descruzo as pernas, sento bem para trás da poltrona para ter espaço para inclinar metade da minha coluna para baixo e coloco as mão nas cabeça. Isso segurando o meu anjinho (merece um capítulo à parte), a peça mais importante do ritual. Ah, o cabelo tem que estar solto para que ele caia de um lado e do outro do rosto e poupe as pessoas dessa cena ridícula. Assim ninguém vê, ou eu acho que ninguém vê.

Pronto! Choro, baixinho, mas cai muita lágrima, sem esquecer o nariz (sempre esqueço o diabo do lencinho) até… varia muiiiiiito! Você acredita que já fiz uma ponte aérea, claro que destino CGH, chorando sem parar um segundo sequer? Foram 48 minutos de choro mode-on. Mas esse episódio também merece um post só para ele.

Tenho que parar por aqui. Hora da descida. Aiiiiiiiii

Lá vamos nós.

Anjinho, work hard mode on, very hard please, tempo ruim em SP “com trovoada”, anunciou o piloto ainda na decolagem. Pergunto: precisa isso? Anunciar que essa m vai tremer ou sei lá mais o que, debaixo de chuva, trovões, etc. Que saco. Fica calado e coloca essa droga no chão bem devagarzinho.

Fui.

Voltei rapidinho. Só para dizer que tem muita nuvem e não consigo ver o chão.

Puta que pariu!!!!!!!!! Escrevo sobre isso depois.

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